POLÍTICA

Deputado Osni Cardoso acusa ACM Neto de esconder aliança com Flávio Bolsonaro e diz que Bahia rejeita bolsonarismo

O deputado estadual Osni Cardoso (PT) afirmou nesta terça-feira (26/05/2026) que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), tenta ocultar uma aliança política com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em razão da rejeição do eleitorado baiano ao bolsonarismo.

A declaração foi feita após ACM Neto negar, na noite de segunda-feira (25/05/2026), a existência de acordo político com o presidenciável do PL. Para o parlamentar petista, a movimentação integra a disputa por palanques estaduais e nacionais nas eleições de 2026, em um cenário no qual PT, União Brasil e PL buscam consolidar apoios na Bahia.

Osni Cardoso declarou que ACM Neto estaria realizando uma manobra discursiva para evitar a exposição pública de uma aproximação com Flávio Bolsonaro. Segundo o deputado, o ex-prefeito de Salvador buscaria preservar o apoio do campo bolsonarista sem assumir integralmente essa composição diante do eleitorado baiano.

O parlamentar petista sustenta que a relação política entre ACM Neto e o bolsonarismo não seria recente. Para Osni, o ex-prefeito de Salvador e seu grupo teriam adotado posição alinhada à família Bolsonaro desde 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

O tema também se relaciona à estratégia de montagem de palanques regionais. Na Bahia, a oposição tenta organizar uma candidatura competitiva contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto o campo governista busca vincular seus adversários ao bolsonarismo e reforçar a associação entre Jerônimo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala de Osni Cardoso aponta para uma das linhas centrais da estratégia petista: enquadrar ACM Neto como representante local de uma aliança entre carlismo, União Brasil e bolsonarismo. Esse argumento já apareceu em disputas anteriores no estado, quando lideranças governistas buscaram caracterizar ACM Neto como adversário direto do campo político liderado por Lula. Em 2022, o Jornal Grande Bahia registrou declarações de Jerônimo Rodrigues afirmando que ACM Neto seria o “anti-Lula” na Bahia.

ACM Neto, por sua vez, tem tentado administrar a relação com lideranças da direita nacional sem permitir que essa aproximação restrinja sua capacidade de diálogo com setores de centro. Esse movimento, comum em eleições estaduais, tende a ser mais difícil em 2026 devido à nacionalização da disputa e ao peso da sucessão presidencial.

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