Desde abril de 2026, produtores rurais de Juazeiro, no norte da Bahia, vêm enfrentando aumentos sucessivos na taxa de iluminação pública cobrada nas áreas rurais. A elevação dos valores tem provocado insatisfação entre agricultores e pecuaristas, que consideram as cobranças desproporcionais à realidade econômica do campo.
A situação atinge produtores instalados nos Perímetros Públicos Irrigados, áreas ribeirinhas e regiões de sequeiro, justamente segmentos que já convivem com elevados custos para manter a produção. Os valores atualmente cobrados variam entre R$ 96 e R$ 724, dependendo da unidade consumidora, gerando preocupação principalmente entre pequenos e médios produtores.
Para quem vive da agricultura e da pecuária, o aumento representa mais uma despesa em uma atividade marcada por custos elevados com energia, água, irrigação, sementes, fertilizantes, defensivos, ração, combustível, máquinas e mão de obra.
Em uma região cuja economia possui forte dependência da agricultura irrigada e da produção rural, a elevação de custos pode ter consequências que vão além do bolso dos agricultores. Menor capacidade de investimento significa, na prática, risco de redução da produção, comprometimento da atividade pecuária e aumento da dificuldade para pequenos produtores permanecerem no campo.
Diante da insatisfação, produtores defendem que o poder público promova uma discussão transparente sobre a cobrança e apresente esclarecimentos à população rural. A expectativa é que sejam avaliados os critérios utilizados e, principalmente, se os valores cobrados são compatíveis com a realidade e com a capacidade econômica de quem trabalha diariamente para produzir alimentos e movimentar a economia de Juazeiro.



