A cobrança da taxa de iluminação pública nas áreas rurais de Juazeiro, no norte da Bahia, vem provocando insatisfação entre produtores e pode ganhar dimensão política nas eleições de outubro. Segundo relatos que circulam entre produtores rurais, há articulação para que parte do segmento manifeste sua insatisfação nas urnas em relação a candidatos apoiados pelo prefeito Andrei Gonçalves.
O movimento seria uma reação, principalmente, aos valores cobrados nas contas de energia de propriedades localizadas em áreas rurais e perímetros irrigados. Reclamações sobre a cobrança já foram publicadas por produtores de Juazeiro.
De acordo com reportagem publicada em setembro, produtores relatam cobranças que variam de R$ 96 a R$ 724, dependendo da unidade consumidora. A reclamação alcança produtores instalados em perímetros irrigados, áreas ribeirinhas e regiões de sequeiro.
A principal crítica dos produtores é que a cobrança representa mais um custo para uma atividade que já enfrenta despesas elevadas com energia elétrica, irrigação, água, insumos, combustível, máquinas e mão de obra.
O tema ganha peso em Juazeiro porque a agricultura irrigada possui papel relevante na economia local. Somente o Projeto Público de Irrigação Tourão, por exemplo, possui 14.260 hectares de área irrigável, segundo a Codevasf.
É nesse cenário que surge a possibilidade de um boicote político aos candidatos ligados ao grupo do prefeito. A intenção atribuída a produtores seria transformar a insatisfação com a taxa em manifestação eleitoral, deixando claro que a política de cobrança poderá ser considerada na escolha dos candidatos nas eleições de outubro.

Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn



