A cobrança por ações concretas para as comunidades rurais de Curaçá voltou a gerar questionamentos sobre a atuação da gestão municipal diante dos efeitos da estiagem. Em uma nota pública de esclarecimento, um presidente de associação rural afirmou que cobrar o cumprimento de compromissos assumidos com o homem do campo não pode ser tratado como “politicagem”, mas como exercício do controle social e dever institucional das entidades comunitárias.
Segundo o representante, a reunião realizada com o prefeito Murilo Bomfim era aguardada havia quase dois anos, desde compromissos assumidos durante o período eleitoral. A expectativa, de acordo com ele, era de que o encontro servisse para discutir medidas técnicas e emergenciais para enfrentar a falta de água, os impactos da estiagem e as dificuldades enfrentadas pelas famílias que vivem e produzem na zona rural.
Entre as reivindicações apresentadas pelas associações está a implantação de adutoras na região da Serra do Ico, apontada como uma medida necessária para ampliar a segurança hídrica das comunidades e dar suporte à produção rural. Também foram cobradas ações relacionadas ao fornecimento de ração para os animais e ao fortalecimento da caprinovinocultura, atividade de grande importância econômica e social para o interior do município.
Outro ponto levantado pelo representante das associações diz respeito a ofícios formalmente protocolados junto à administração municipal, que, segundo ele, ainda aguardariam respostas.
Na nota, o presidente da associação rebate a interpretação de que as cobranças tenham motivação político-partidária.
Segundo ele, produtores rurais, criadores e famílias que vivem no interior não estariam fazendo oposição ao prefeito, mas reivindicando medidas necessárias para garantir a permanência das comunidades no campo.
“O produtor rural, o criador e as famílias do interior de Curaçá não fazem oposição partidária; fazem a defesa da sua sobrevivência no campo.”
O representante também criticou especificamente a reação atribuída ao prefeito durante a reunião. Conforme relatado na nota, um senhor identificado como Valentim teria questionado a falta de atendimento do gestor a um grupo de associações. Ainda segundo o relato, a manifestação teria sido classificada pelo prefeito como “politicagem”.
“Talvez não saiba diferenciar o que é politicagem e gestão pública”, afirmou o presidente da associação, ao comentar a postura atribuída ao prefeito.



