EDUCAÇÃO

Petrolina: Concurso da Educação reacende descrédito diante de histórico de controvérsias envolvendo UPE/IAUPE e FACAPE

A realização do concurso público da Secretaria de Educação de Petrolina 2025, sob organização do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE / UPE), voltou a trazer à tona um debate sensível e recorrente no Estado: o histórico de questionamentos, investigações de fraudes e polêmicas que, ao longo dos anos, passaram a marcar a imagem de concursos organizados por estruturas vinculadas ao ambiente acadêmico da Universidade de Pernambuco (UPE) e, em âmbito local, à própria FACAPE.

O IAUPE, reconhecido por sua ligação institucional e acadêmica com a UPE, tem atuação consolidada na realização de seleções públicas em Pernambuco. Contudo, também carrega um histórico de episódios que geraram forte repercussão, incluindo contestações judiciais, denúncias públicas, suspeitas levantadas por candidatos e investigações administrativas em diferentes momentos. Ainda que cada caso possua contexto próprio, a repetição dessas ocorrências ao longo do tempo contribuiu para o enfraquecimento da confiança social em processos conduzidos por essas estruturas.

No plano local, a FACAPE também já enfrentou situações de desgaste associadas à organização de concursos e seleções, com críticas relacionadas à condução operacional, à transparência e à segurança dos certames. Esse histórico, consolidou uma memória institucional que volta a ser reativada sempre que novos processos seletivos são realizados sob influência indireta desses ambientes.

O atual dirigente da FACAPE (Professor Moisés Almeida) possui trajetória consolidada na alta gestão da Universidade de Pernambuco, tendo ocupado posição de destaque antes de assumir a condução da autarquia municipal. Essa passagem pelo topo da estrutura universitária passou a ser constantemente lembrada no debate público atual, especialmente diante da escolha de uma banca diretamente associada ao mesmo ecossistema acadêmico.

Outro ponto que passou a ser mencionado no ambiente institucional é que a entrada do IAUPE como banca organizadora teria sido defendida de forma aberta pelo atual dirigente da FACAPE – PROFESSOR MOISÉS ALMEIDA, em razão de sua ligação histórica com o ambiente acadêmico da UPE, e viagens para Recife para fechamento desse contrato diretamente intermediado por esse. Segundo relatos que circularam entre setores administrativos e universitários, essa defesa ocorreu de maneira expressa e reiterada como opção técnica para condução do certame, sendo apresentada perante instâncias acadêmicas e administrativas como a alternativa mais adequada naquele momento. Esse posicionamento, posteriormente, passou a ser relembrado com maior intensidade após a repercussão negativa do concurso e fortes indícios de fraudes no concurso público da secretaria de educação de Petrolina.

Com a repercussão do concurso da Educação de Petrolina 2025 e a circulação de relatos de desorganização, inconsistências e questionamentos levantados por candidatos, a narrativa pública rapidamente passou a resgatar episódios anteriores envolvendo concursos organizados por estruturas ligadas à UPE/IAUPE. O efeito imediato foi o aumento do descrédito e a ampliação da sensação de repetição de problemas já conhecidos da UPE/ IAUPE/ FACAPE.

A crítica que ganha força em setores da sociedade não se limita a um episódio isolado, mas à percepção de continuidade de um modelo organizacional que, ao longo do tempo, tem sido associado a polêmicas recorrentes, investigações e contestação pública. Essa repetição histórica, por si só, passou a ser vista como fator de desgaste institucional relevante.

Nesse contexto, a chegada recente da atual gestão à FACAPE coincide com um momento de forte repercussão negativa, o que intensificou o debate e trouxe novamente à tona a ligação estrutural com o ambiente universitário estadual. Para parte da opinião pública, o episódio atual reforça uma imagem já fragilizada por eventos anteriores, reacendendo críticas e ampliando o descrédito.

O resultado é um cenário de tensão reputacional que não se constrói apenas a partir de um único concurso, mas da soma de episódios passados, questionamentos recorrentes e da memória coletiva que se forma ao longo dos anos em torno de processos seletivos associados a essas instituições UPE/ IAUPE

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