ECONOMIA

EXPORTAÇÕES DE MANGA DO VALE DO SÃO FRANCISCO AUMENTAM A CADA ANO E IMPULSIONAM ECONOMIA REGIONAL

O Vale do São Francisco reafirma, ano após ano, seu protagonismo no cenário da fruticultura internacional. As exportações de manga seguem em trajetória de crescimento, impulsionadas pela combinação entre condições climáticas favoráveis, avanço tecnológico no campo e um produtor cada vez mais profissional e orientado ao mercado.
A região, que engloba polos estratégicos como Petrolina e Juazeiro, consolidou-se como uma das principais fornecedoras de manga para mercados exigentes, como Europa e Estados Unidos. Mais do que volume, a fruta produzida no Vale se destaca pelo alto padrão de qualidade, fator determinante para a competitividade no mercado externo.
Para entender a dimensão desse avanço, o especialista João Ricardo Lima, do Observatório de Mercado da Manga da Embrapa Semiárido, destaca que os números refletem a consolidação de um modelo produtivo eficiente e altamente organizado.
Esse crescimento expressivo da área plantada no Vale do São Francisco mostra a força e a organização da cadeia produtiva da manga na região. Sair de cerca de 15 mil para aproximadamente 50 mil hectares em uma década não é apenas um aumento de área, mas um reflexo direto de investimentos em tecnologia, manejo e abertura de mercados. Hoje, o Vale se consolida como o principal polo produtor de manga do Brasil, com capacidade de atender tanto o mercado interno quanto as exportações com qualidade e competitividade”, afirma.
No mercado interno, a demanda também acompanha esse ritmo de crescimento. A manga já figura entre as frutas mais consumidas pela população local, ao lado de melancia e banana, reforçando a versatilidade da produção regional, que atende tanto o consumidor brasileiro quanto o mercado internacional.
Com perspectivas positivas e uma cadeia produtiva cada vez mais estruturada, o Vale do São Francisco avança no cenário global e consolida a manga como um dos principais símbolos da força do agronegócio brasileiro.
Nos bastidores desse crescimento, o avanço técnico tem papel decisivo. A produção moderna exige mais do que experiência empírica: demanda conhecimento aprofundado sobre fisiologia da planta, manejo nutricional e estratégias hormonais, fatores diretamente ligados ao aumento da produtividade e à padronização da fruta.
Esse movimento de profissionalização ganha força com iniciativas como a imersão “DNA da Manga”, que será realizada nos dias 23, 24 e 25 de abril, em Petrolina. O evento reúne produtores e profissionais do setor em uma experiência prática e técnica voltada ao manejo eficiente da cultura.
A formação será conduzida por Eduardo Ferraz, profissional com mais de 34 anos de atuação em áreas de alta produtividade, reforçando a importância da capacitação contínua para sustentar o crescimento do setor.
Ao abordar a relevância econômica da atividade, João Ricardo ressalta o peso da mangicultura para a região. “A importância é muito grande, pois a manga é uma das frutas mais exportada pelo Brasil, e a cada ano o Vale amplia sua participação nesse volume. Em 2025, por exemplo, cerca de 92% de toda a manga exportada pelo país teve origem no Vale do São Francisco”, conclui.
Jornalista Daniela Duarte

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