O interior da Bahia pode ganhar um novo capítulo na história da representação política do estado no Senado Federal. A ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, integra como primeira suplente a chapa de João Roma (PL) na disputa pelo Senado nas eleições de 2026. Caso a chapa seja eleita e, posteriormente, Roma deixe o mandato para assumir um cargo que gere afastamento, Suzana poderá assumir a cadeira no Senado.
A possibilidade ganhou ainda mais atenção diante da pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 9 de setembro. No cenário consolidado de primeiro e segundo votos, Rui Costa (PT) aparece com 26%, Jaques Wagner (PT) com 19%, João Roma (PL) com 17% e Angelo Coronel (Republicanos) com 15%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, Wagner, Roma e Coronel estão em situação de empate técnico nesse recorte.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 4 e 8 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no TSE sob o protocolo BA-01568/2026.
Uma possibilidade inédita para Juazeiro
Suzana Ramos foi prefeita de Juazeiro e agora aparece na primeira suplência de uma chapa que disputa uma das duas cadeiras destinadas à Bahia. Nas eleições deste ano, cada eleitor votará em dois candidatos ao Senado, e os dois mais votados serão eleitos. Os suplentes integram a mesma chapa do titular e podem assumir em situações previstas pela legislação.
É importante fazer uma ressalva: a eventual vitória de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, por si só, não coloca Suzana Ramos no Senado. Para que ela assuma, João Roma precisaria ser eleito senador e posteriormente se afastar do cargo em uma das hipóteses legais — por exemplo, para ocupar um cargo no Executivo. Nesse cenário, o primeiro suplente é quem assume.
Assim, a possibilidade de Suzana chegar ao Senado depende de uma sequência de acontecimentos políticos e jurídicos, e não apenas do resultado da eleição presidencial.
Para Juazeiro e para o Vale do São Francisco, entretanto, a presença de uma ex-prefeita da cidade na primeira suplência de uma chapa competitiva acrescenta um elemento regional à disputa nacional pelo Senado.



