O reajuste de 15% nas parcelas do Bolsa Família não alterou os patamares de intenção de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores que recebem o benefício social. Em levantamento realizado pelo instituto BTG/Nexus entre 18 e 20 de setembro, o chefe do Executivo manteve os mesmos 64% de apoio do levantamento anterior, confirmando a consolidação da sua base eleitoral sem registro de crescimento imediato após a medida.
Dentro do governo federal e entre os opositores, era esperado uma influência maior da medida que alterou, na última quinta-feira (17/09) o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado de R$ 675 para R$ 777.
Estabilidade eleitoral e margem de variação dos adversários
A sondagem captou o eleitorado logo após a confirmação do aumento orçamentário para o programa. Enquanto Lula permaneceu estagnado nos 64% entre as famílias beneficiadas, o senador Flávio Bolsonaro oscilou de 20% para 17%.
Estatisticamente, a variação do adversário está dentro do limite de flutuação da amostragem, impedindo correlacionar a queda ao anúncio do reajuste fiscal do governo.
Expectativa de vitória e registro na Justiça Eleitoral
A despeito da estabilidade nos votos diretos, a confiança no resultado da eleição segue fortemente associada ao programa social:
Percepção de vitória no Bolsa Família: 78% das famílias atendidas acreditam na reeleição de Lula, contra 14% que apostam em Flávio Bolsonaro.
Percepção fora do programa: a crença na vitória de Lula cai para 51%, enquanto a aposta no rival sobe para 40%.
A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento…



