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#SOU MAIS JUAZEIRO

Juazeiro é muito maior do que o cenário caótico que temos hoje. O município símbolo de desenvolvimento do Vale, está adoecido, envelhecido e abandonado, por um grupo político que ao longo de mais de 11 anos, não teve a competência para desenvolver um projeto para a cidade, mas tem um projeto de perpetuação no poder.

Uma história de cultura pujante, reduzida a eventos esporádicos, que nada refletem o seu povo, a sua gente, as suas tradições e a sua história. O que eles querem?  Que os juazeirenses percam a sua paixão, a sua devoção, o seu amor e, sobretudo, a sua identidade e pertencimento.

Mas nós somos fortes, eles não nos conhecem, eles não sabem do nosso valor, eles não são daqui, são forasteiros errantes! O lugar deles é outro, e é em outro lugar que querem viver, envelhecer, sonhar, passear com os filhos e cuidar do jardim. Ingratos!

Para eles deixo a história de dona Raimunda Lima, moradora do bairro Alto da Aliança, des-bra-va-do-ra. Chegou em nossa cidade há mais de 40 anos, vinda do Ceará, sem eira e nem beira, para viver numa comunidade iguais da Juazeiro de hoje, sem nada e sem perspectivas para os nossos filhos.

É muito prazeroso conversar com dona Raimunda e saber da sua gratidão. Uma mulher simples, que ajudou a cavar buracos e a derrubar madeiras para construir uma escola na sua comunidade (a escola tem um nome de alguém qualquer). Uma mulher forte, batalhou para que a comunidade tivesse um chafariz, porque antes, todos consumiam água de uma lagoa próxima.

Como é esperançoso saber que é possível construirmos uma Juazeiro para todos e de todos.

4 Replies to “#SOU MAIS JUAZEIRO

  1. O que mais me encomoda são os terrenos baldios que viraram lixões e uma Lei que favorece a especulação imobiliária. Todos os riachos viraram esgôtos e são despejados no Rio São Franscisco.

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