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PREFEITO MIGUEL COELHO, O SUPER POLÍTICO

O prefeito Miguel Coelho, bem que poderia ser chamado de super prefeito, não pelas supostas conquistas para Petrolina, mas pelo uso exagerado, perfeccionista e personalista do canal oficial da prefeitura para fazer autopromoção.

Quem acessa o site da prefeitura vai dar de cara com um currículo invejável, se Miguel Coelho não tivesse o pai que tem, e não é por ser o político mais honesto, mas um pai que não soube educar os filhos fora da política.

No texto consta uma pérola digna dos filhotes de papai que nunca bateu ponto: “A carreira profissional de Miguel também é precoce, iniciada em São Paulo, onde se graduou advogado na área empresarial. Em paralelo à atuação no campo do Direito, Miguel Coelho intensificou sua relação com a política e, aos 23 anos, decidiu candidatar-se a deputado estadual.” Peraí, Miguelzinho trabalhou aonde mesmo?

No seu livro “Teias do Nepotismo”, o cientista político e sociólogo, Ricardo Costa de Oliveira, afirma que a tradição familiar da política brasileira, remonta à colonização.

Ainda de acordo com Oliveira, grande parte dessas famílias têm raízes no período colonial. “É o caso da família Andrada em Minas Gerais, que está há cinco gerações no parlamento. Em cada estado da federação, nós ainda encontramos muitas famílias que tiveram origem no latifúndio. Quanto mais local, mais esse fenômeno se acentua.

Os cientistas políticos são unânimes ao afirmar que esse não é um fenômeno de mudança rápida, que depende de melhorias de âmbito econômico e social para acontecer. Mas, a reforma política seria um importante passo para isso. A reforma política pode criar legislação que obrigue os partidos a promoverem alternância no poder, impedindo que parlamentares tenham inúmeros mandatos, incorporando ao legislativo o mesmo formato de reeleição existente no Executivo.

Antônio Carlos Oliveira.

Professor

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