BRASIL

NOVO MÉTODO DE TRATAMENTO DA COVID-19 É TESTADO NO BRASIL

Em uma parceria entre o IEC, o Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ e o Hemorio, um novo tratamento à base de infusão de plasma sanguíneo para amenizar os sintomas do coronavírus em pacientes em situação de risco iniciou-se neste último final de semana. O teste experimental, baseado em tratamentos realizados em diversos países, deverá ter continuidade e ficar em observação pelos próximos meses.

Realizado em três pacientes internados no Instituto Estadual do Cérebro, sendo duas mulheres de 62 e 63 anos e um homem de 34 anos, utiliza como base o plasma sanguíneo de um doador já curado e com seus devidos anticorpos, sendo infundido na corrente sanguínea dos diagnosticados positivos para a covid-19, atualmente mantidos vivos através de equipamentos médicos adequados para a manutenção da saúde corporal.

“Pretendemos usar o procedimento em cem pacientes. Aí de fato teremos evidências se esse tratamento funciona ou não. É claro que a gente está muito esperançoso, mas tem de deixar bastante claro que ninguém tem certeza se vai funcionar ou não”, disse Luiz Amorim, diretor do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, o Hemorio. “A partir de amanhã a gente vai começar a coletar um número grande de plasma por dia. E a gente não vai esperar resultado.”

(Fonte: Reuters/Reprodução)(Fonte: Reuters/Reprodução)

Ainda com a palavra, o diretor do instituto comentou que já tem, no cadastro de doadores de plasma, 621 voluntários curados, situados obrigatoriamente entre a faixa etária de 18 a 60 anos e sem apresentar quaisquer tipos de sintomas após 14 dias, que podem doar, cada um, amostras para até três pacientes dependendo de uma análise quantitativa do sistema imunológico.

Com a previsão dos primeiros resultados do tratamento para saírem ainda nesta semana, já que é estipulado que as respostas aos testes surjam após três dias da infusão, estima-se que, nas próximas semanas, mais 17 pacientes sejam tratados com o novo método, além de 80 que já estão na fila para receber a injeção de anticorpos.

“A grande maioria dos pacientes tratados eliminaram vírus”, explica Luiz Amorim. “Estudos publicados mostram que, no total de 27 pacientes, ninguém morreu. Isso é um dado muito importante, a mortalidade foi zero e a grande maioria conseguiu sair do respirador e muitos conseguiram sair da UTI”, acrescentou.

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