JUAZEIRO POLÍTICA

A farsa do PGP: 7 anos de enganação do Anel Viário e da Travessia Urbana.

Faltando menos de três meses para as eleições, o prefeito Paulo Bomfim (PT) que fazer a população de Juazeiro de idiota, como Isaac Carvalho fez em 2012 e 2016, deixando obras importantes para serem realizadas às vésperas das eleições.

Segundo declarações do prefeito na imprensa, “A cidade é um canteiro de obras”.

Passado quase quatro anos de gestão, com demandas em todas as áreas, principalmente na infraestrutura, a gestão aposta na velha fórmula de que o “barulho das máquinas calam a boca do povo”. E que obras em diversos bairros criam a lógica de que passada as eleições, prefeito não sendo reeleito, o pode não haver a continua as mesmas. Por isso, provoca um sentimento de manter atual gestão.

No ano era 2013, e o então prefeito de Juazeiro, o senhor Isaac Carvalho se vangloriava de dar início à obra da Travessia, a qual segundo ele era a maior obra de mobilidade urbana da história da cidade, com a duplicação das BRs 407 e 328 em seus respectivos trechos urbanos, além da construção de viadutos que trariam Juazeiro ao século XXI e a colocaria com uma estrutura viária digna de uma cidade com mais de 200 mil habitantes e um dos maiores entrepostos comerciais do Brasil. Pois bem, a obra foi iniciada e foram retirados os postes de iluminação da BR para que a obra pudesse ser realizada.

Passados sete anos apenas um pequeno trecho da obra foi executada. Falta de planejamento, suspeitas de preços superfaturados, e uma inaptidão política sem igual levaram a esse cenário. Ficamos durante esses 7 anos com o trecho urbano da BR-407 totalmente na escuridão. Agora, a poucos meses do pleito eleitoral, o prefeito de Juazeiro, senhor Paulo Bonfim vem à público se vangloriar de que irá recolocar os postes de iluminação na rodovia após 7 anos de escuridão e sem a obra.

Relatório de fiscalização do Tribunal de Contas de União (TCU) aponta várias irregularidades na obra da Travessia Urbana em Juazeiro, principalmente no superfaturamento no preço da brita, razão pela qual a obra foi paralisada, e não tem data para o retorno.

Trecho do relatório

Verifica-se na tabela acima que a amostra analisada soma R$61.189.294,00, correspondente à 80,96% do valor total do orçamento (R$75.584.019,08). Nessa amostra, o sobrepreço calculado totaliza R$8.058.259,83, representando elevação de R$15,17% sobre o valor adequado (R$53.131.034,17) e 11,93% se comparado ao valor total adequado da peça de custos [R$8.058.259,83 / (R$75.584.019,08 – R$8.058.259,83)].
As composições de custos unitários adotadas nas análises encontram-se juntadas aos autos (Evidência 67; pág. 4/18), podendo ser destacado que a elevação decorre, basicamente, de dois aspectos:
i) adoção de preço unitário elevado para o insumo brita sem a devida fundamentação; e ii) impropriedade na composição de custos dos serviços “Muro de escama de concreto armado em solo reforçado com fita
metálica”.

Confira o Relatório do TCU:

Sintético_2017_88

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