JUAZEIRO

Curaçá não consegue avançar na educação

IDEB mostra resultado estável na educação básica municipal

Nessa terça, 15, o Instituto de Pesquisas Anísio Teixeira (INEP) divulgou os dados da educação no País. Curaçá (BA), conforme INEP, para as séries de 4º e 5º anos (Ensino Fundamental I), a nota foi 4,9, que, embora acima da meta projetada para esse ano, é a mesma nota do IDEB 2017, indicando apenas estabilidade nos resultados. Para as séries dos 8º e 9º anos (Fundamental II), o resultado foi somente o de 3,6. Aumentou 0,1 em comparação aos anos de 2017 (3,5) e 2015 (3,5). A meta 2019 aqui é de 4,3. Ficou muito distante. O IDEB reúne os resultados de dois conceitos importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. É calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Agrega ao enfoque pedagógico das avaliações permitindo se traçar metas de qualidade educacional para os sistemas.

O Governo Municipal vem divulgando nas redes sociais e por meio de entrevistas do Prefeito, Pedro Oliveira, que a educação é prioridade e muitos investimentos foram feitos no setor desde 2017. Os resultados, porém, deixam dúvidas quanto à eficiência de investimentos. Durante os quase 4 anos da gestão de Pedro, não foi apresentado nenhum plano municipal de educação para avançar o ensino. Em entrevista recente à Boa Vista FM, a Tesoureira do Sindicato dos Professores, Professora Luzia França, revelou que a Gestão não senta com a representação dos Professores para planejar juntos a educação no Município.

Por outro lado, Curaçá recebeu dezenas de milhões de reais em precatórios gastos rapidamente pelo Governo. Foi construída uma e reformadas 8 escolas dum total de 52 unidades. Outras seis foram construídas pelo Governo Federal, entre 2014 e 2018, e receberam parte do valor destes precatórios em complementos. Só numa, a Escola Caminhos do Aprendiz, foram gastos mais de 320 mil reais unicamente num muro. Por estas e outras é que o dinheiro acabou. Ao que parece, os investimentos focaram especialmente em infraestrutura, prioritariamente em escolas da Cidade; e materiais escolares como fardamento, mochilas etc. Muitas unidades escolares do Interior ficaram sem reforma e o Município inteiro sem planejamento nos resultados do ensino. O IDEB avalia cada município no todo. Talvez por isso a consequência foi essa estabilidade que persiste há mais de meia década.

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