JUAZEIRO POLÍTICA

Opinião: A feminista e presidente da Unegro é acusada de agredir uma mulher dentro do Conselho da Mulher de Juazeiro

Seria cômico se não fosse trágico! Nem o mais temido machista e raivoso dos bolsonaristas conseguiria projetar a cena em que uma mulher negra comunista, feminista, agrediria outra mulher negra, mãe, petista candomblecista e feminista, e que faz tratamento contra um câncer de mama.

Segundo o processo de número “0004398-61.2019.8.05.0146”, a senhora Katússia Benedita, que a época era presidenta do Conselho Municipal em Defesa dos Direitos da Mulher – CMDDM – a mesma compareceu à sede da Polícia Civil e da Delegacia da Mulher para prestar queixa contra a senhora Queila Patricia, assessora do CMDDM e presidenta da Unegro em Juazeiro, instituição ironicamente criada para defender a igualdade racial.

Segundo Katússia, que é uma mulher que se autodeclara negra, senhora Queila Patricia, teria a empurrado, o que lesionou um dos seus dedos da mão, causou hematomas e dores pelo corpo.

Entre acusações e defesas das partes envolvidas, fica o questionamento: Se, nem a presidenta do Conselho que defende a Mulher teve segurança dentro da Casa dos Conselhos que é um órgão público, imaginem vocês o que não pode acontecer à uma mulher simples que transita as ruas dessa cidade?

O prefeito no seu guia eleitoral disse que implantou a Casa Abrigo para proteção as mulheres vítimas de agressão. A vítima foi devidamente atendida por essa Casa, e a UBM – União Brasileira de Mulheres por quê silenciou diante de tão grave caso? E por quê a Secretaria de Mulheres, em especial a Diretora de Política para Mulheres de Juazeiro, a senhora Maria Quitéria Lima, não prestaram apoio e solidariedade a vítima?

Normeide Almeida Lima de Carvalho
Mulher, mãe e educadora

Isabel Cristina de Carvalho Rosa
Mulher, mãe e educadora

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