BAHIA POLÍTICA

Sinjorba e Fenaj repudiam ataques a repórter do CORREIO

Na edição deste último fim de semana, o CORREIO publicou matéria de capa, assinada pelo repórter Alexadre Lyrio, sobre os altos preços que vêm sendo praticados em clínicas veterinárias e pet shops de Salvador. Tutor de quato mascotes, dois cães e dois gatos, ele sente no bolso o valor desprendido para comprar a cura dos seus bichos. Na matéria ainda, Lyrio ouviu outros tutores, que releataram suas experiências. E alguns, confessaram que, com medo de perder companheiros de tantos anos, acabaram aprovando procedimentos caríssimos. Pois bem, de sábado para cá, Alexandre Lyrio diz que vem recebendo ameaças e promessas de retaliação aos seus bichos.

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Diante disso, o Sinjorba e a Fenaj, entidades que protegem o trabalho do jornalista, se pronunciaram em carta manifesto em favor do repórter do CORREIO. “O Sindicato dos Jornalistas da Bahia e a Federação Nacional dos Jornalistas manifestam total solidariedade ao jornalista Alexandre Lyrio, seu associado, que vem sendo vítima de ataques corporativos e injustos por conta de matérias produzidas no jornal Correio, que tratam da forma como médicos veterinários e clínicas da área atuam na capital baiana”, diz o texto assinado por Moacy Neves, presidente do Sinjorba.

“Na imprensa baiana, o repórter Alexandre Lyrio é conhecido por seu peculiar cuidado com as informações fornecidas pelas fontes, bem como pelo zelo ético na produção de seus textos” – Moacy Neves, presidente do Sinjorba

Alexandre Lyrio conta que começou a receber ataques de alguns veterinários após a publicação da matéria. De acordo com ele, “profissionais comentaram em um grupo com mais de 130 pessoas que vão fechar as portas para os seus animais e boicotar financeiramente o perfil do seu cachorro, o @lampiaoocaogaceiro” – que figura entre os colunistas deste veículo.

No texto de apoio, as duas entidades afirmam que a Constituição Federal garante o livre trabalho da imprensa, bem como aos que se sentirem caluniados ou prejudicados por ausência de ética jornalística o direito de solicitarem espaço para resposta ou irem à justiça buscar reparação. “

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Não é o caso. Além de um trabalho de apuração exemplar, as matérias em questão não atentam contra a imagem do profissional da Medicina Veterinária, nem generaliza os fatos trazidos à tona. Na imprensa baiana, este repórter é conhecido por seu peculiar cuidado com as informações fornecidas pelas fontes, bem como pelo zelo ético na produção de seus textos”, diz o texto.

Fonte: Correio 24 horas

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