O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, apresentou na manhã desta quarta-feira (18) um balanço considerado histórico da atuação das forças policiais no Carnaval de Salvador e no interior do estado. Segundo ele, este é o terceiro ano consecutivo sem registro de mortes violentas nos circuitos oficiais da capital. “São três anos sem morte violenta nos nossos circuitos. Isso é um dado muito positivo que a gente registra”, destacou. A operação alcançou 150 municípios do interior que realizaram festa, também sem ocorrências graves, reforçando a avaliação de êxito do planejamento integrado.
Werner ressaltou o investimento em tecnologia como diferencial da operação deste ano. Foram mais de 5 mil câmeras espalhadas nos circuitos da capital e do interior, além do uso ampliado do reconhecimento facial, que resultou na prisão de 73 pessoas (10 delas fora de Salvador), número superior ao do mesmo período do ano passado. Um dos casos citados foi o de um disparo de arma de fogo, cujo autor e proprietário da arma foram localizados em menos de 24 horas. O secretário também destacou o uso de drones, que auxiliaram tanto em ações de policiamento quanto em operações de resgate, e o aumento das prisões em flagrante por crimes patrimoniais, fruto da atuação ostensiva da Polícia Militar e do trabalho investigativo de policiais civis infiltrados.
Outro ponto enfatizado foi a ampliação dos portais de abordagem, que passaram de 47 para 53 este ano, resultando na apreensão de 7.500 itens proibidos (quase 50% a mais que no Carnaval anterior). O Centro Integrado de Comando e Controle reuniu 48 órgãos municipais, estaduais e federais, consolidando o modelo de atuação conjunta. De acordo com o secretário, mais de 12 mil foliões foram entrevistados durante a festa, apontando um índice de cerca de 90% de satisfação e sensação de segurança. Werner também destacou ações firmes no enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando campanhas educativas e respostas rápidas a ocorrências, alinhadas à diretriz do Governo do Estado de tolerância zero a qualquer tipo de agressão.
Com informações da repórter Carine Andrade.



