O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, falou pela primeira vez sobre a morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada morta em casa com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro. Geraldo Leite, que acionou o socorro no dia da morte, é investigado por feminicídio.
Em entrevista ao Domingo Espetacular, o tenente-coronel negou ter cometido o crime. “Nunca pratiquei nenhum tipo de agressão”, falou. Quando questionado pelo jornalista Roberto Cabrini sobre as marcas encontradas no pescoço da policial, Geraldo Leite rebateu as acusações. “Mas foi eu que fiz as marcas?”, perguntou. A entrevista completa vai ao ar no programa deste domingo (15).
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, que afirmou às autoridades que ela teria cometido suicídio. A versão, no entanto, foi contestada pela família e por laudos que apontam lesões e desmaio de Gisele antes do disparo que a atingiu na cabeça ter sido deflagrado.
O laudo também descreve que as marcas encontradas no corpo da policial eram “contundentes” e provocadas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com arranhões característicos de marcas de unhas”.
O caso deixou de ser tratado como suicídio e passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. De acordo com os peritos responsáveis pelo exame, há indícios de que a policial pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo na cabeça.
Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que três policiais militares entram e deixam o apartamento onde Gisele foi encontrada morta. Segundo depoimento de uma testemunha à Polícia Civil, os agentes teriam ido ao imóvel para realizar uma limpeza cerca de dez horas após a ocorrência.



