O enviado especial para assuntos globais do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, fez declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante entrevista à emissora italiana RAI. As falas repercutiram negativamente por conterem ataques generalizados e conteúdo considerado misógino.
Durante a conversa, Zampolli citou a ex-companheira, a brasileira Amanda Ungaro, ao afirmar que mulheres do Brasil seriam “programadas” para causar conflitos. “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse o conselheiro.
Na sequência, ao ser questionado por um jornalista italiano se esse comportamento teria relação com uma “questão genética” das brasileiras “para extorquir?”, Zampolli negou, mas reforçou o ataque: afirmou que as “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.
As declarações se tornaram ainda mais agressivas quando ele comentou sobre uma suposta amiga da ex-esposa. Questionado sobre quem seria, respondeu de forma hostil, mencionando uma mulher identificada apenas como “Lidia”. Em seguida, disparou: “uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.
Os insultos continuaram mesmo quando ele aparentemente acreditava não estar sendo gravado. Em tom ainda mais agressivo, completou: “Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”. Até o momento, nem a Casa Branca nem Paolo Zampolli se pronunciaram oficialmente sobre o conteúdo da entrevista. Zampolli e Amanda Ungaro mantiveram um relacionamento por cerca de duas décadas e tiveram um filho, atualmente com 15 anos.
A guarda do adolescente é alvo de disputa judicial nos Estados Unidos. Segundo Amanda, ela conheceu o empresário em 2002, em uma casa noturna em Nova York, quando tinha 18 anos, enquanto ele tinha 32. A brasileira também acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica. De acordo com o relato, as agressões foram determinantes para o fim do relacionamento e o pedido de divórcio.




