O açougueiro baiano Marciel Dias dos Santos, 29 anos, preso por suspeita de matar, esquartejar e abandonar o corpo de uma mulher em lixeiras no estado São Paulo, já respondia a uma investigação por violência doméstica. Ele foi denunciado após morder, agredir com socos e chutes a ex-esposa por não aceitar que ela trabalhasse. As informações são do g1 de São Paulo.
A agressão contra a ex-companheira ocorreu em março deste ano. Conforme o boletim de ocorrência, a ex-companheira, uma cozinheira de 38 anos, relatou que viveu cerca de três anos com Marciel e teve uma filha com ele, hoje com três anos. Após o episódio, a Justiça concedeu medida protetiva em favor da mulher e determinou que o investigado participasse de acompanhamento psicossocial.
No entanto, o Ministério Público denunciou Marciel por descumprir a decisão judicial, alegando que ele deixou de comparecer ao tratamento e não atendeu à intimação para prestar esclarecimentos. Na ocasião, ele respondeu ao caso em liberdade. Marciel foi preso temporariamente no sábado (1º) depois de ser identificado por câmeras de segurança carregando sacos plásticos com partes do corpo da vítima até lixeiras em frente a uma marmitaria, no bairro Parque Estoril.
Durante a operação, policiais encontraram na residência do suspeito uma manta com vestígios de sangue e perfurações compatíveis com golpes de faca. À polícia, o açougueiro confessou ter cometido o crime sozinho e afirmou que fez várias viagens entre a casa e o local onde descartou o corpo. A perícia encontrou grande quantidade de sangue oculto no imóvel e concluiu que houve tentativa de ocultar os vestígios, com lavagem do ambiente e pintura das paredes.
Segundo o depoimento do investigado, ele conheceu a mulher poucos dias antes em uma praça e a levou para sua casa. O homicídio teria ocorrido em 25 de julho, e os restos mortais foram encontrados dois dias depois por um funcionário da marmitaria. O laudo necroscópico apontou que a vítima sofreu diversas perfurações no tórax antes de ser esquartejada. Parte dos órgãos não foi localizada, mas a polícia ainda apura se houve retirada deliberada ou perda durante o descarte.
A identidade da vítima segue desconhecida. O caso é investigado como homicídio e ocultação de cadáver. Até o momento, Marciel não constituiu advogado para atuar em sua defesa.



