SAÚDE

Famílias de Curaçá denunciam demora na emissão da carteira de identificação para crianças autistas

Famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município de Curaçá, no norte da Bahia, denunciam a demora na emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). Segundo o relato de uma mãe, o pedido foi realizado ainda em fevereiro deste ano, mas, até o momento, a carteira não foi entregue.

A situação, segundo as famílias, não seria um caso isolado. Outros pais e responsáveis também estariam aguardando a emissão do documento, que tem como finalidade facilitar o reconhecimento da condição da pessoa com TEA e assegurar o acesso aos direitos previstos na legislação.

A CIPTEA foi instituída pela Lei Federal nº 13.977/2020, conhecida como Lei Romeo Mion. Entre outras garantias, o documento possibilita a identificação da pessoa com autismo para assegurar atendimento prioritário em serviços públicos e privados, incluindo filas e outros espaços em que a legislação estabelece prioridade.

Para as famílias, a demora ultrapassa uma simples questão burocrática. Trata-se de um documento criado justamente para facilitar o exercício de direitos por pessoas que necessitam de atendimento diferenciado e prioridade.

A gestão do prefeito Murilo Bomfim é alvo de críticas dos familiares, que cobram providências e transparência sobre o andamento das solicitações. Para os pais, não basta reconhecer publicamente a importância da inclusão: é necessário garantir, na prática, que as crianças tenham acesso aos instrumentos que permitem o exercício de seus direitos.

A demora na emissão da carteira, especialmente quando envolve crianças e famílias que dependem de políticas públicas, reforça a sensação de abandono relatada pelos responsáveis.

 

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