BAHIA BRASIL

“BEATRIZ TEM MÃE, VOCÊS ME RESPEITEM!”

A história vivida e sofrida pela família da garota Beatriz Mota, assassinada brutalmente em 2015, nas dependências do colégio Maria Auxiliadora, na cidade de Petrolina-PE, poderia ser mais um assassinato brutal para cair no esquecimento e fazer parte das estatísticas governamental, se não fosse Beatriz filha de Lucinha Mota e de Sandro Romildo.

O martírio de reviver a dor todos os dias, a cada segundo das suas vidas, não deixa que o caso caia no esquecimento obsequioso das autoridades, que parecem querer “matar” a família pelo cansaço. Por que ficam as perguntas: quem matou Beatriz? o Quem o estado e a polícia de Pernambuco quer esconder?

Em luto constante, Lucinha Mota é a própria a representação da mulher, brasileira, nordestina em especial, que não arreda o pé da amar eternamente a sua cria e por ela lutar incansavelmente até morte. Julgada, mal compreendida, acusada de radicalismo e de fazer da sua (e somente sua dor!) oportunismo político e pessoal. Ela segue desafiando, como a protagonista do filme “Três anúncios para um crime”, que traz história de uma mãe em busca de justiça pela morte da filha.

A necessidade de transformar a dor em movimento, levada pela determinação e a sede de justiça, em particular de Lucinha Mota, nos remete a outras histórias de mães de determinadas (sempre as mães!). As Mães de Acari, em 1990 ocorreu o desaparecimento de 11 jovens, sendo 7 menores, da favela do Acari no Rio de Janeiro, eles foram retirados de um sítio em Suruí, bairro de Magé, onde passavam o dia. As Mães da Candelária, em 1993 aconteceu a morte violenta de oito jovens enquanto dormiam sob uma marquise perto da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. O crime ficou conhecido como a Chacina da Candelária.

Não há outro caminho para ajudar a luta por justiça pela morte de Beatriz Mota, senão transformar a dor em solidariedade e amor. O respeito a família, e reconhecer que as lágrimas deles descem de nossos rostos da mesma forma, para que sintam que não estão só. Devemos tornar a busca por justiça prioridade primeira de nossas vidas.

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