JUAZEIRO POLÍTICA

Juazeiro: Quem vai ser enganado: os barraqueiros ou os pastores?

O Parque Fluvial, como toda obra realizada em Juazeiro nos últimos 12 anos começou com muita propaganda, não tem prazo para terminar e vai ser concluída sem as especificações anunciadas pelas propagandas.

Em 2014, o então prefeito Isaac Carvalho disse que estaria indo a Brasília buscar recursos para a implantação do Projeto Parque Fluvial, com investimentos em torno de R$ 3,5 milhões, sendo que R$ 386 mil seriam investidos em educação ambiental com a participação e acompanhamento de toda a comunidade de Juazeiro.

A intervenção previa a implantação de academias da saúde, parques infantis, pista de Cooper e ciclovia em toda a extensão do parque, recuperação do campo de esportes, das quadras poliesportivas e de areia, estruturação e ordenamento do mirante e criação de um atracadouro náutico, reaproveitamento da cobertura do espaço onde estão localizados os bares do “M” para a criação de um terminal hidroviário e as barracas que hoje ficam próximas à Marinha, seriam retiradas da margem do rio por questões ambientais, serão ordenadas e padronizadas na área da calçada.

A obra é uma parceria do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) do Ministério do Meio Ambiente e do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal (CEF).

Passados seis anos, a obra ainda não está concluída, e no início desse ano, correu rumores que a prefeitura de Juazeiro teria que devolver cerca de 2 milhões a Caixa Econômica, por não ter realizado todos os serviços previstos no projeto original, inclusive os quiosques dos antigos barraqueiros que foram retirados no início da obra.

Os barraqueiros da “prainha da marinha” foram retirados tão logo começaram as obras do Parque, em 2017, e desde então estão sofrendo com ausência da renda para o sustento da família, pois ficaram numa situação pior do que antes. No passado as barracas eram improvisadas, mas tinha coberturas, hoje estão ao relento e sujeitos as intempéries do tempo.

No mês de março quando houve ameaça da devolução dos recursos a Caixa Econômica, a prefeitura iniciou a construção dos quiosques dos barraqueiros.

Numa reunião que aconteceu no início de 2019, entre o prefeito e os barraqueiros da Prainha da Orla 2, ficou acertado que as barracas seriam padronizadas, que irão “oferecer serviços de comidas e bebidas em ambiente com uma infraestrutura adequada para atender aos banhistas”.

Em 2013, a Igreja Adventista em Juazeiro iniciou a construção do seu templo sede, que fica localizado na Orla Nova, próximo a Marinha. Com o Projeto do Parque Fluvial, e temendo que a construção dos quiosques em frente a igreja causasse problemas, membros da Igreja Adventista do Sétimo dia, fizeram propostas ao prefeito para que a construção dos quiosques não fossem em frente à igreja.

Em março desse ano, em reunião com os pastores da igreja Adventista, o prefeito Paulo Bomfim assegurou aos pastores que os barraqueiros “terão autorização para comercialização exclusiva de lanches, sucos, açaí, água mineral, isotônicos e outros produtos voltados para o público que pratica esportes naquele local, além das famílias que por ali transitam. “Nestes quiosques que ficam na frente do templo, não será permitida a venda de bebidas, utilização de sonorização ou promoção de eventos”.

Quem está sendo enganado? Os pastores ou os barraqueiros? Para os barraqueiros o prefeito diz que será autorizado a venda de bebidas, já para os pastores diz que não haverá comércio de bebidas.

Com certeza os pastores serão enganados, passada as eleições em novembro, nos dias de culto, os membros terão que conviver com o barulho de som alto, vendas de bebidas alcoólicas e outros problemas sociais e policiais que são frequentes naquela área.

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