BAHIA POLÍTICA SAÚDE

CURAÇÁ: CRISE GRAVÍSSIMA NO SANEAMENTO

Nos últimos anos, Curaçá vem passando por uma gravíssima crise no saneamento básico: água e esgoto. De acordo com o IBGE: 2020, somente 36,3% das residências tem esgotamento sanitário no Município (Censo 2010). Atualizando, o Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNISS: 2018) aponta que são somente 31,2%.

Considerando que as áreas urbanas na Sede e Interior cresceram muito e com base no crescimento populacional de mais de 5% ao ano, é provável que esse número já tenha reduzido bastante, agravando o problema. “Aqui é um fedor e tem a muriçoca. Tem várias ruas assim. Até os carros passam com dificuldade. A gente procura e não é atendido pelo poder público”, afirmou Socorro Silva do Bairro Nova Aliança, Curaçá.

O atual Governo Municipal, até este ano final de gestão não fez nenhuma obra considerável no setor, executando somente algumas intervenções sanitárias onde se fez pequenos trechos complementares de calçamento e numa obra de escola. De esgotamento não sanitário, fez em Barro Vermelho e Pedra Branca. Mesmo nestas localidades do Interior há demandas seríssimas no setor, com zonas perigosas (esgoto geral a céu aberto), como em Poço de Fora e nas agrovilas do Perímetro Irrigado de Pedra Branca.

Na Cidade e em Riacho Seco, onde há coleta sanitária de esgotos (rede), não existe tratamento final adequado, nem acompanhamento (análises). Procuramos o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), responsável pelo esgotamento sanitário na Cidade, mas não fomos atendidos até a publicação dessa matéria. Sondamos também a Secretaria de Saúde (vigilância em saúde) para questionar sobre fiscalização, mas também ainda não houve respostas. Portanto, é possível que todos os efluentes estejam sendo lançados quase in natura no Rio São Francisco, o que configura crime ambiental.

O Governo Municipal defende a bandeira da saúde, todavia no setor de saneamento (saúde ambiental e prevenção a doenças) ele foge muito disso. Dados da OMS e Ministério da Saúde atestam que a cada um real investido em saneamento se economizam quatro em atendimentos hospitalares.

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