VALE DO SÃO FRANCISCO

A qualidade da manga do vale do são Francisco ganha competitividade no mercado interno e externo

A produção de manga no Vale do São Francisco tem consolidado a região como uma das mais importantes do mundo quando o assunto é qualidade, regularidade e competitividade. Localizado entre os municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), o polo de fruticultura irrigada vem se destacando tanto no abastecimento do mercado interno quanto na exportação para mercados exigentes como Europa, Estados Unidos e Oriente Médio.

Um dos principais diferenciais da região é a capacidade de produzir durante todo o ano, algo raro em outras áreas produtoras. Esse fator, aliado ao uso intensivo de tecnologia, manejo eficiente e experiência dos produtores, garante uma fruta com padrão elevado e constante. “Aqui no Vale do São Francisco a gente tem um diferencial que pouca região no mundo tem: produção o ano inteiro. Isso, junto com tecnologia, manejo bem feito e experiência do produtor, faz a manga sair sempre no padrão que o mercado exige”, explica Danilo Valença dos Santos, diretor comercial da Danilo Frutas.

O clima também desempenha um papel determinante nesse cenário. Com alta incidência de sol e baixa umidade ao longo do ano, a região favorece o desenvolvimento de frutas mais doces, com coloração uniforme e excelente aparência. “O nosso clima é muito estável, com sol praticamente o ano inteiro. Isso garante uma fruta mais doce, mais bonita e com padrão mais uniforme”, destaca Danilo, que é referência na produção de manga.

Esse conjunto de fatores permite não apenas atender, mas competir em alto nível nos mercados mais exigentes. Atualmente, a manga produzida na região tem forte presença no exterior, mas o crescimento do consumo interno também chama atenção. “Hoje atende muito bem os dois. O Vale é muito forte na exportação, mas o mercado interno também cresceu muito e está cada vez mais exigente”, afirma Danilo.

O avanço da qualidade acompanha uma mudança significativa no perfil do consumidor brasileiro, cada vez mais exigente em relação ao sabor, à aparência e ao padrão da fruta. “Hoje o cliente quer uma manga bonita, doce, sem manchas e pronta para o consumo. Não aceita mais qualquer produto, busca qualidade de verdade, e nós trabalhamos continuamente para atender a esse nível de exigência”, pontua.

Para manter esse nível competitivo, os produtores têm investido em tecnologia, rastreabilidade e práticas sustentáveis. A profissionalização do setor é vista como essencial para acompanhar as exigências do mercado global. “Hoje não é só produzir bem, é mostrar como foi produzido. Quem não acompanhar isso, fica pra trás”, reforça o produtor.

Com uma combinação estratégica de clima, tecnologia e conhecimento acumulado, a manga do Vale do São Francisco não apenas conquista novos mercados, mas reafirma seu papel como símbolo de desenvolvimento econômico e excelência agrícola no Brasil.

Eu vejo um futuro muito promissor. O Vale ainda tem muito espaço pra crescer, principalmente com foco em qualidade. Quem trabalhar certo, com padrão e visão de mercado, vai crescer junto com a região”, conclui Danilo.

Diante da crescente exigência por qualidade, produtores terão uma oportunidade estratégica nos dias 23, 24 e 25 de abril, em Petrolina (PE), durante a imersão DNA da Manga. Com mais de 34 anos de experiência, Eduardo Ferraz apresenta, na prática, métodos aplicados em pomares que superam 50 toneladas por hectare, com foco no aumento da produtividade, na melhoria da qualidade dos frutos e em decisões mais assertivas no campo.

Daniela Duarte/Jornalista

Deixe uma resposta