JUAZEIRO

Guerra declarada: moradores de Juazeiro enfrentam o “exército das muriçocas”, enquanto aguardam reforço do poder público

Em Juazeiro, quando o sol se põe, começa mais um capítulo de uma guerra que parece não ter fim. De um lado, a população. Do outro, um verdadeiro exército de muriçocas que domina ruas, quintais e, principalmente, o sossego dos moradores.

Na “terra da muriçoca”, a rotina já virou motivo de piada — daquelas sem graça. Há quem diga que o kit de sobrevivência do juazeirense é repelente, inseticida, raquete elétrica, ventilador ligado no máximo, “pau da muriçoca” fumegante e, para os mais desesperados, até mosquiteiro. Mesmo assim, a batalha parece desigual.

A cada ano, o inimigo ganha força, enquanto a população acumula noites em claro, picadas pelo corpo e a sensação de abandono. Nas redes sociais, os relatos se repetem. Há quem brinque que as muriçocas já pagam IPTU, tamanha a intimidade com a cidade. Outros afirmam que o verdadeiro símbolo de Juazeiro já não é o Rio São Francisco, mas o zumbido que invade as casas ao anoitecer.

Enquanto isso, o poder público parece assistir à batalha de longe, deixando que cada morador monte sua própria estratégia de defesa. Sem reforços oficiais, resta ao cidadão improvisar, gastar dinheiro com produtos para espantar os insetos e torcer para sobreviver a mais uma noite de ataques.

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