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Juazeiro: Mulher relata a dor de perder um filho na maternidade

Uma dona de casa que não quer revelar a sua identidade, viveu uma drama nada particular, porque várias mulheres nos últimos anos tiveram o desprazer de sentir a perda de um filho, ou viver dias de horrores na maternidade de Juazeiro, ainda que a frente da secretaria de saúde, tenha uma mulher, que é mãe e médica obstetra.

Confira o relato:

Eu moro no interior município de Juazeiro, saí de casa às 5 horas da manhã, justamente para chegar na maternidade logo cedo, porque eu estava precisando de atendimento. Cheguei lá por volta das 6 horas, fiz a ficha, e fiquei uma longa espera pela a triagem, eu estava com bastante dor, sangrando muito, estava no início da minha gestação. Somente passei pela triagem às 8 horas, a enfermeira que me atendeu falou que era ameaça de aborto, fui ser atendida pelo médico, que também demorou bastante, já passava das 9h30.

Desde cedo eu estava lá, ele me atendeu, e falou que eu precisava de uma ultrassom, e lá na maternidade mesmo faz. Quando a técnica veio preencher os papeis ela viu que não tinha vaga, só ia ter vaga para uma simples ultrassom na sexta-feira (dia 17/07) como se eu pudesse esperar. Então ela disse: olha não tem vaga, você pode pagar? Daí eu tinha o dinheiro que dava, saí então a procura de uma clínica o mais perto possível.

Fiz a ultrassom, e retornei para maternidade pra mostrar a ultrassom, cheguei na maternidade por volta das 12h, e mais uma vez demorou muito para passar pelo médico, ele veio me atender às 15h, já não tinha mais nada pra fazer, eu tinha perdido o meu bebê.

Lembrando que, eu fui bem atendida pelos profissionais que estavam lá, eles em nenhum momento me destrataram, só que o que eu não entendi foi tanta demora lá, nem estava cheio, tinha poucas pacientes, eu não entendo é como tá sendo o funcionamento do hospital, se é o médico que é sobrecarregado, eu não entendo o que falta.

Descaso em tudo com todos.

Diante do relato comovente ficam as perguntas de indignação: até quando as mulheres passaram por tanta dor? Até quando a secretária de saúde ficará omissa e conivente com tamanha desumanidade com as mulheres e mães de Juazeiro?

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