O delegado Alexandre Saraiva, afastado da superintendência da Polícia Federal no Amazonas após apresentar uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, enviou ao corregedor-geral da instituição, João Xavier, um pedido para que apure se o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, acumulou indevidamente cargos públicos.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, Saraiva aponta que Maiurino pode ter acumulado cinco funções, simultaneamente, em 2019.
São elas: delegado da PF; Secretário Executivo do Conselho de Segurança Pública do Rio de Janeiro; Assessor Especial de Wilson Witzel, então governador do Estado; integrante do conselho de administração da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae); e Secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Caso verdadeiras as informações, em tese, houve acumulação dos cargos públicos. Assim, em teoria, a situação pode configurar enriquecimento ilícito e improbidade administrativa, especialmente se foi ultrapassado o teto, constitucionalmente previsto, para os vencimentos dos servidores públicos”, escreve Saraiva.
Por: BNews